O conceito de “beleza” é, como todos sabemos, muito subjetivo. A “beleza” tem vários ângulos, várias perspetivas, vários sabores, enfim, várias cores. Por muito que custe acreditar, infelizmente para muitos, a Matemática também tem a sua “beleza”, ou melhor, as suas “belezas”. Contudo, apesar desta diversidade de perspetivas, numa coisa todos temos de aceitar: a simplicidade e a objetividade da Matemática encanta muitos! Então porque não encanta todos, em especial os mais pequenos?

A Beleza da Matemática

O desafio em educação é simplificar

Apesar desta questão poder ter várias respostas, uma das possíveis, em meu entender, é a de que os adultos transformam a simplicidade da Matemática em algo complexo, em algo mais requintado, mais difícil, ou seja, em algo mais… adulto! Querem um exemplo? Perguntem a uma criança com 5 ou 6 anos se nos dá um subconjunto do seu chocolate! Estranhará certamente a questão. Mas se substituírem essa questão por esta: “Dás-me metade do teu chocolate?”, a criança dirá porventura que “nem pensar!” pois compreende, perfeitamente, o que pretendemos – tirar-lhe uma parte enorme do seu prazer. Aqui está a diferença entre a beleza de “metade” e a perspetiva mais adulta do “subconjunto”.

A beleza está na simplicidade

A verdade é que, à medida que vamos crescendo enquanto adultos, passamos a ter uma tendência para complicar. Consideramos muito importante o cálculo de, por exemplo, 439×187 porque é difícil e, simultaneamente, minimizamos o cálculo da metade de 12 porque é fácil de mais.

Manter a simplicidade da linguagem matemática ajuda as crianças a evoluírem nesta ciência, ajuda-as a verem a beleza da matemática. Só assim estarão interessadas em fazer caminhos mais complexos, ou seja, a olharem para a Matemática com outros olhos encontrando porventura outras “belezas”. Encantemos as nossas crianças com a simplicidade da beleza da Matemática.